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Mostrando postagens de abril, 2022

A HORA DA XEPA

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  Xepa é um termo popular usado para nomear o fim de uma feira de frutas, verduras e legumes. No fim do dia, tudo o que tem prazo de validade e não foi vendido, é deixado na rua para ser recolhido por pedintes, moradores de rua e famílias necessitadas. É o que está acontecendo na relação entre o governo e os partidos políticos no apagar das luzes do atual governo em ano eleitoral. É o fim de feira dos cargos comissionados depois que o Centrão recebeu a chave do cofre. No desesperado afã de manter a maioria no Congresso Nacional e barrar qualquer iniciativa que desemboque em uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), desta vez para investigar o escândalo do MEC , milhares de cargos em ministérios e autarquias estão sendo oferecidos aos partidos em troca do voto. Bilhões em emendas parlamentares também entraram no escambo. E tudo publicamente. Este tipo de prática não é uma novidade criada pelo governo Bolsonaro. É mais ou menos o que Fernando Henrique Cardoso fe...

CHEGA LOGO, 2122!

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  Ainda não descobriram uma máquina do tempo, nem pra ir pro passado, nem pra ir pro futuro. E certamente jamais descobrirão, já que o próprio Einstein, o gênio da Teoria da Relatividade, descartou essa possibilidade. Se realmente existisse uma, nos moldes do filme "De Volta para o Futuro", de 1984, eu não ia querer voltar ao passo, pelo simples fato de que eu já sei o que tem lá. Talvez até iria, mas só pra rever aquela coleguinha do ginásio que me fez gastar a mão direita. Eu gostaria mesmo é de ir para o futuro, exatamente para o ano de 2122. Quero ver como vai estar o Brasil daqui 100 anos. Será que vão ter parado de saquear o país? Será que os heterossexuais foram todos exterminados e queimados em fornalhas? Ou será que nos transformamos em anjos, todos assexuados? A picanha voltou a R$ 19,90 o quilo? E mais: Quem venceu, a esquerda ou a direita? Sergio Cabral morreu na prisão ou foi solto e reabilitado pelo Gilmar Mendes? Bolsonaro reincorp...

45 ANOS DEPOIS....

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  Eu tinha cerca de 15 anos quando a Guerra do Vietnã estava se desenrolando, um conflito sangrento motivado por questões ideológicas entre dois governos vietnamitas e contou com a participação direta dos Estados Unidos. Foi um conflito entre o Vietnã do Norte e o Vietnã do Sul, no período de 1959 a 1975. Mais de 58 mil americanos e ao menos 1,1 milhão de vietnamitas morreram O antigo Vietnã do Sul dependia da ajuda econômica e militar dos EUA, enquanto o Vietnã do Norte recebia apoio da União Soviética e da China. Foi uma guerra aonde aconteceram todos os tipos de atrocidades de ambos os lados. Na minha adolescência, a guerra ficou marcada pela música "Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones". A música, que descrevia o destino de um jovem soldado americano mandado para a guerra. foi composta pelo cantor italiano Giani Morandi. No Brasil, fez muito sucesso na versão gravada pela banda "Os Incríveis" e, mais recentemente, pela b...

O DIA MALDITO (OU SERIA BENDITO?)

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  Não sei se bendigo ou maldigo o distante dia 1º de setembro de 1981. Para quem não sabe (e é lógico que ninguém sabe, além de mim), foi quando, pela primeira vez, um dono de jornal resolveu apostar em mim e assinou a minha, hoje surrada, carteira profissional. Tá lá, se alguém duvidar, meu nome e o cargo de repórter, com um salário (miserável na época) de 8.480,00 cruzeiros. Isso equivalia exatamente ao salário mínimo vigente no então Brasil do general João Baptista Figueiredo, 30º presidente da República (logicamente, não eleito). Assim, adentrava eu na redação do Jornal Diário Serrano de Cruz Alta, lá no pampa gaúcho. E aqui estou eu, 40 anos depois, na dúvida se bendigo ou maldigo esse dia. O que eu sei é que, como naquela manhã fatídica, estou pobre, meio ‘esgualepado’, mas com mil histórias pra contar e uma bagagem de conhecimentos e sabedorias que vou levar comigo para o túmulo raso. Fico aqui pensando se deveria ter fugido no primeiro dia de trabalho. Fui, talvez, bu...